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Modelo de Máquina a Vapor

Visão dianteira do Modelo de Máquina a Vapor com tombamento 00419, antes do restauro realizado em 2025.

Visão dianteira do Modelo de Máquina a Vapor com tombamento 00419, após o restauro realizado em 2025. Visão traseira do Modelo de Máquina a Vapor com tombamento 00419, após o restauro realizado em 2025.
Visão dianteira do Modelo de Máquina a Vapor sem tombamento, após o restauro realizado em 2025. Visão traseira do Modelo de Máquina a Vapor sem tombamento, após o restauro realizado em 2025.

Descrição

A máquina a vapor funciona a partir da transformação da energia térmica em energia mecânica, utilizando a pressão do vapor. Há mais de dois mil anos, os gregos antigos já utilizavam o vapor para produzir movimento, como exemplificado na construção da Máquina de Heron [1,2].

Séculos mais tarde, em 1698, Thomas Savery (1650–1715) patenteou a primeira máquina a vapor para uso comercial, empregando-a no bombeamento de água com o objetivo de drenar minas de carvão. Entretanto, devido à baixa eficiência e ao alto risco de explosões, poucas minas mantiveram essa tecnologia. Anos depois, Thomas Newcomen (1664–1729) desenvolveu o primeiro modelo eficiente que utilizava pistão, também voltado ao bombeamento de água, com registros de uso a partir de 1712.

Entre 1763 e 1776, James Watt aumentou significativamente a eficiência da máquina térmica de Newcomen, reduzindo o consumo de carvão em cerca de 73% [1,2]. Posteriormente, Watt introduziu o virabrequim e o volante, possibilitando que o uso do vapor gerasse movimento rotacional, além de adicionar o regulador de Watt (ou governador centrífugo), responsável por manter a velocidade de operação constante. Essas modificações favoreceram a aplicação da máquina a vapor em diversos setores industriais, impulsionando a Revolução Industrial no século XVIII [1,2].

Dois exemplares (cf. fotos acima) de um modelo demonstrativo desse dispositivo, fabricados pela firma Otto Bender, integram o acervo do AMF. Acredita-se que esse equipamentos sejam remanescentes da Escola de Engenharia do Pará (1931–1970) e que, após a federalização dessa instituição, em 1957, tenham sido doados ao Núcleo de Física e Matemática (1961–1969) da Universidade Federal do Pará. Posteriormente, estes equipamentos passaram a compor o acervo do Laboratório de Física da UFPA, fundado em 1973.
Um dos exemplares possui um selo de tombamento da "Universidade do Pará / M. Q." (sic.), com o número 00419.
Os dois exemplares do AMF foram restaurados no ano de 2025 pela empresa Ludicitec, com sede em São Paulo.

[1] Máquina a Vapor. Museu Interativo da Física (MINF)
[2] The Rise of the Steam Engine. National Coal Mining Museum.


Informações Técnicas

Fabricante/Revendedor: Otto Bender (São Paulo)
Dimensões: 45 cm x 30 cm x 20 cm

No catálogo "Física, Química e História Natural", da empresa brasileira Otto Bender, foi possível identificar um modelo semelhante ao pertencente ao acervo do AMF.

Abaixo, tem-se a descrição do equipamento presente no catálogo:
"F 866 - Modelo de máquina a vapor, corte horizontal, todo de metal. Com regulador de Watt. Vide fig. pag. 23."


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